sábado, 16 de abril de 2022

AS NOVAS UNIVERSITÁRIAS DA CARQUEIJA DOS ALVES


Prof. Francisco Artur Pinheiro Alves


Este início de semana tive uma alegria muito grande, ao saber que duas jovens da nossa comunidade foram aprovadas no vestibular da FECLESC, para o Curso de Letras. São elas, Carol e Ana Luíza, filhas do Casal Francisco (já falecido) e Vange (Joana Evangelista). São pessoas bem simples, a quarta geração de família eu conheço deste a primeira. Tudo começou com a chegada, ao local, do Sr. João Alfredo Fama, no final da década de 1950, vindo do sertão. Ele era viúvo e trazia três filhos, Maria Luiza, Assis e um terceiro que não lembro o nome, mas era uma criança especial.

Sr. Alfredo foi a pessoa mais simples e mais humilde conheci na minha infância. Tratava bem a todos, homens, mulheres e crianças, sempre com o mesmo respeito. Eu tenho dito, que se há uma pessoa, que eu conheci, que está no Céu, é sr. Alfredo. Pode ser canonizado por qualquer igreja, que não vai errar, tenho convicção de que ele está no Paraíso, como prometeu Jesus, ao bom ladrão. 

A Vange é filha de Maria Luiza, de quem sou compadre, eu e minha mãe, Lourdenise,  somos padrinhos de sua filha mais nova, Joana Darc. A Vange, “puxou” seu avô, por ser uma pessoa, muito simples e muito boa, como diz Padre Zezinho, na oração da Família, é um poço de ternura. O Francisco, pai das meninas, também era uma pessoa muito boa, só fazia mal a ele mesmo, por gostar de uma pinga. 

Maria Luiza e Francisco ajudaram a nossa família cuidando de meu pai ( Raimundo Alves), que mesmo idoso, não passava todo tempo em Fortaleza, vinha sempre para a Carqueija e minha mãe confiava-o aos cuidados destes dois. Meu pai já com os primeiros sintomas de Alzheimer, perdia as coisas e dizia que tinha sido roubado, Francisco, pacientemente, procurava e trazia pra ele. Francisco ficou conhecido na comunidade por ajudar os enfermos. A última foi a Cícera esposa do Manoel Cândido, onde o Francisco sempre esteve presente, dormindo com os dois idosos na casa deles. A Cícera faleceu há alguns anos. Francisco também faleceu, dormindo.

Mas voltando à aprovação das meninas, a minha alegria, foi dupla, primeiro por ver mais duas jovens da comunidade aprovadas, ano passado a Géssica, da família Trajano, também passou na FECLESC, para Pedagogia. A Géssica mora ao lado da Carol e da Ana Luiza. A segunda alegria foi por ser no Curso de Letras, que tive a honra de ter sido o diretor que o implantou, no período de minha gestão (1992-1996).

Tão logo eu soube desta aprovação, e que as aulas já se iniciaram, liguei para elas e passei na casa delas para parabenizá-las. Também tive uma participação na Rádio Lins FM de Baturité e relatei este fato. A locutora Maria Lins e seu colega Raimundo Araújo, este meu ex-aluno de História da FECLESC, também parabenizaram as duas.

De imediato, coloquei a Biblioteca Profa. Lourdenise Pinheiro Alves, à disposição das duas. Lá temos coleções de escritores brasileiros, que certamente elas estudarão, como é o caso de Augusto dos Anjos e outros. Também comuniquei ao meu irmão Hélder Pinheiro, prof. Da UFCG, muito conhecido no meio dos professores e estudantes de Letras, por sua atuação como especialista em Literatura Brasileira.

Como fiz com a Géssica, vou levar para elas, meu livro O Processo de Interiorização da UECE no Sertão Central, onde conto parte da História da FECLESC e particularmente a criação do Curso de Letras.

Nos últimos dois anos, tenho me dedicado a ministrar aulões de História do Ceará, de forma voluntária, nas escolas de Maranguape e no ano passado na Escola Ubiratan Aguiar em Capistrano, para alunos que vão fazer o vestibular da UECE.. Soube que passaram mais de 10 alunos, só na FECLESC. Me alegram muito estas aprovações, pois como professor e diretor da FECLESC, sempre acompanhei este processo da aprovação dos alunos dos municípios próximos a Quixadá. Constato que o número de aprovações atuais é bem maior, que naquela época, devido ao ensino ser de melhor qualidade e com professores ministrando aulas na sua própria área. Mas isso é matéria para outro artigo.

Encerro, reiterando os parabéns a Carol, a Ana Luiza, Géssica, a suas famílias, a nossa querida Carqueija dos Alves e sua juventude e a todos os jovens de Capistrano, que estão ingressando na universidade neste ano de 2022. Vão em frente!